Câncer de Mama: Fatores de Risco e Importância do Autoexame
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, sendo uma das principais causas de morte por câncer no país.
Embora o diagnóstico precoce aumente significativamente as chances de cura, muitas mulheres ainda desconhecem os fatores de risco e a importância do autoexame como uma ferramenta auxiliar na detecção da doença.
Principais Fatores de Risco
O câncer de mama pode ser influenciado por diversos fatores, incluindo genéticos, hormonais e ambientais. Entre os principais fatores de risco estão:

- Idade avançada: O risco de câncer de mama aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.
- Histórico familiar e fatores genéticos: Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram câncer de mama possuem maior risco. Mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2 também aumentam a probabilidade da doença.
- Exposição hormonal prolongada: Mulheres que menstruaram antes dos 12 anos ou entraram na menopausa após os 55 anos estão mais expostas aos hormônios femininos, o que pode favorecer o desenvolvimento do câncer.
- Uso de terapia de reposição hormonal: O uso prolongado de hormônios após a menopausa pode aumentar o risco da doença.
- Fatores reprodutivos: Não ter filhos ou ter a primeira gravidez após os 30 anos pode aumentar as chances de câncer de mama.
- Obesidade e sedentarismo: O excesso de gordura corporal pode elevar os níveis de estrogênio, contribuindo para o crescimento de células anormais na mama.
- Consumo excessivo de álcool: O álcool pode alterar o metabolismo do estrogênio e aumentar o risco da doença.
A Importância do Autoexame
O autoexame da mama é uma prática simples e pode ajudar as mulheres a conhecerem melhor o próprio corpo, identificando possíveis alterações precocemente. Ele não substitui a mamografia ou a avaliação médica, mas pode ser um primeiro passo na detecção de qualquer mudança suspeita.
O ideal é que o autoexame seja feito mensalmente, sempre no mesmo período do ciclo menstrual, preferencialmente alguns dias após o término da menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis. Para mulheres na menopausa, recomenda-se escolher um dia fixo do mês para realizá-lo.
Durante o autoexame, a mulher deve observar e palpar as mamas em busca de sinais como:
- Presença de nódulos ou caroços;
- Mudanças no tamanho ou formato das mamas;
- Alterações na pele, como retrações ou vermelhidão;
- Secreções anormais pelo mamilo;
- Sensação de dor ou inchaço persistente.
Caso alguma alteração seja notada, é fundamental procurar um médico para avaliação detalhada.
Exames de rotina e diagnóstico precoce
Embora o autoexame seja uma ferramenta importante de conhecimento do próprio corpo, ele não substitui os exames clínicos e de imagem. A mamografia é o principal exame de rastreamento e deve ser realizada regularmente, conforme a recomendação médica.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda a realização da mamografia a partir dos 50 anos para mulheres sem fatores de risco adicionais. No entanto, em casos de histórico familiar ou outros fatores predisponentes, o exame pode ser indicado antes dessa idade.
Além da mamografia, exames como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser solicitados para complementar a avaliação em casos específicos.
O câncer de mama, quando detectado precocemente, tem altas chances de tratamento eficaz e cura. Por isso, é essencial estar atenta aos fatores de risco, realizar exames de rotina e manter hábitos saudáveis para reduzir a probabilidade da doença.
A informação e a conscientização são aliadas fundamentais na luta contra o câncer de mama.

